
A volta à corrida depende da lesão, da recuperação e das exigências do treino. Entenda como a avaliação e o acompanhamento orientam cada etapa.
Depois de uma lesão, a vontade de recuperar o tempo perdido pode ser grande. Retomar o volume anterior de uma vez, porém, pode ultrapassar a capacidade atual de treino. O retorno precisa considerar o tipo de lesão, a fase de recuperação e as atividades que você já consegue realizar.
Antes do primeiro trote
A avaliação pode observar atividades como:
- caminhar e acompanhar a resposta aos sintomas;
- elevar o calcanhar para avaliar a função da panturrilha;
- agachar e observar força e controle do movimento;
- realizar saltos, quando essa etapa já estiver indicada.
Esses movimentos não formam um teste de liberação para fazer sozinho. Sua escolha e interpretação dependem da lesão e da fase do tratamento. Em algumas situações, saltos e corrida ainda precisam ser evitados.
As primeiras semanas
Quando a corrida estiver indicada, a alternância com caminhada pode fazer parte da retomada. A proporção entre as duas atividades, a frequência e a duração das sessões são definidas conforme sua capacidade e a resposta a cada treino.
Ritmo, subidas e treinos longos acrescentam exigências diferentes. Introduzir mudanças aos poucos ajuda a observar como o corpo responde antes de avançar.
Como saber se exagerou
Observe e relate ao fisioterapeuta:
- sintomas durante a atividade, inclusive mudanças na forma de correr;
- resposta depois do treino e no dia seguinte, como piora da dor ou dificuldade nas tarefas habituais.
Essas informações ajudam a ajustar a carga. Um limite numérico de dor, sozinho, não define se é adequado continuar: há lesões que exigem restrições específicas.
O papel do fisioterapeuta
Na SETFISIO, o Dr. Diogo combina histórico, testes funcionais, força e resposta aos exercícios para planejar a progressão. A comparação entre os lados pode fazer parte da avaliação, mas é interpretada junto aos demais dados e às exigências da corrida.


